ONDE EU ME ENCONTRO ?
Pois, onde eu me encontro neste preciso momento? Levanto os olhos ao Céu, procurando minha real posição neste mundo, de muita confusão e discórdia. Uma ligeira brisa me pincela o quente rosto. No Céu, ténues nuvens deslizam preguiçosamente. À traz das ligeiras nuvens vinha um bando de pássaros, dando a impressão de que elas empurravam as preguiçosas e esbranquiçadas nuvens. Com o chilrear dos pássaros, então desviei os olhos das nuvens e dos pássaros, e perdi minha contemplação do Céu, sem por tal me der conta. Um momento depois, um ligeiro vento me batia o corpo completamente. Os meus longos cabelos puseram-se em completa desordem. Nisto, à minha frente, uma folha de papel caiu bruscamente. Sem me conter, dei uns saltos instintivamente, e apanhei a dita folha de papel. Ela estava dobrada. Quando a desdobrei, vi que muitas borboletas e verdes folhas estavam desenhadas, em cada canto do papel. No rectangulo fomado pelos desenhos, estava escrito o seguinte poema:
" Do longínquo Céu
Caem benfazejas chuvas
Sobre a sedenta e fértil terra
E quando no horizonte brilha o doirado Sol
Os campos enchem-se de verdejantes plantas
E no ar sobem os aromas das vistosas flores
À noite os eternos amantes
Hipnotizados pelos sussurros das trémulas estrelas
Deixam ser guiados pelos estígmas das paixões
E entrelaçados entre quentes beijos
Tecem imaginários casulos
Com fios de rosas e de açucenas
Deixando algremente transparecer
Alegres e quentes risos de futuras progenituras
De rosadas e perfumadas faces nos tempos da bonança
Nun tempo intemporal
A girar sem cessar
No infinito do hipnotizante espaço azul. ''
* * * * *
Após a leitura do misterioso e prometedor poema, entro no salão. Sedento, bebi um copo de uma fresca água, com um pronunciado gosta a lixívia. Depois fui ao quarto e deitei-me, para um pouco repousar-me, sempre pensando no significado do conteudo do poema, que deveras me deixou um tanto quanto perplexo.
Do vosso sempre, O Pupilo das Musas
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